segunda-feira, 3 de novembro de 2025

O Sertão em Cena: III Colóquio de Mostras e Festivais de Teatro da Bahia acende o fogo da Rede no coração de Caetité

Governo da Bahia Apresenta 

No coração do sertão, um canto coletivo que nasce da Rede de Teatro do Velho Chico, em Caetité, onde aconteceu de 22 a 27 de setembro, sempre às quatro da tarde, com 124 participantes, o III Colóquio de Mostras e Festivais de Teatro da Bahia que acendeu seu fogo, e as faíscas começaram a dançar e espalhar um caminho de possibilidades.

O engajamento dos grupos da rede a essa atividade foi consistente, não foram simples encontros, foram momentos de compartilhamento e plantio de ideias. Contamos com programadores, curadores de diversos festivais como Poliana Bicalho, com a semente fértil do PETIZ, falou de futuros que brotam na infância. Marconi Arap, com a resistência do FESTECA, mostrou que o chão da escola pode ser o tablado mais revolucionário. A voz de Fábio Nascimento trouxe o cheiro do mar e o sal da Palhaseata de Ilhéus, lembrando que o riso é universal.

Cada fala, um rio caudaloso de possibilidades, Paulo Atto, do Festival Internacional de Teatro da Caatinga, compartilhou um relato vigoroso sobre a caminhada dos festivais de teatro — seus sentidos, desafios e potências. Com olhar de quem vive o palco e o bastidor, traçou um panorama das características que dão alma a um festival, conectando referências universais às realidades brasileiras e baianas. Sua fala foi uma travessia pela história viva dos encontros teatrais, revelando como cada festival é, ao mesmo tempo, celebração, resistência e manifesto artístico que mantém aceso o fogo da cena no coração da Caatinga e além dela. Daisy Andrade, com as Rédeas do Teatro, puxou as rédeas com delicadeza e força, guiando um carroção de sonhos por estradas em pó e esperança. E Fernando Marinho que nos apresentou inúmeras possibilidades como as experiências do Prêmio Bahia Aplaude.

Foi um encontro de fazedores com produtores, curadores, programadores. No círculo do Colóquio, eles não apenas compartilharam mapas, mas decifraram, juntos, uma constelação de possibilidades. Tendo como o desdobramento maior, as sementes que germinam com a força, e lutam com a resistência do mandacaru. Uma teia de festivais no interior e capital, onde cada nó não é um ponto de amarração, mas de sustentação. Onde o espetáculo que se despede em uma cidade não morre na poeira da estrada, mas renasce na praça ao lado, no teatro adaptado, no terreiro comunitário, no palco italiano, à sombra da árvore na beira do rio, em qualquer lugar onde o publico esteja a nos acolher. Uma rede onde a curadoria é conversada, a programação é um rio que serpenteia por serras e vales, e os recursos, antes escassos e isolados, tornam-se um rio caudaloso de apoio mútuo. O público de um se torna o de todos. A dificuldade de um é resolvida pela experiência do outro.

O Colóquio em Caetité não foi um fim, é uma continuidade de um movimento que vem sendo construído desde a 6ª Mostra de Teatro do Velho Chico em Ibiassucê. A rede não está apenas no papel ou no desejo; ela pulsa no brilho nos olhos de cada artista, de cada criança, adulto ou idoso que está na plateia, no palco, na organização, na equipe técnica. Agora, é deixar que a teia se expanda. Leve como a brisa da serra, mas forte como as raízes do umbuzeiro. Para que o teatro do interior baiano não seja mais um grito no vazio, mas um coro polifônico, uma festa itinerante de luz, que ilumina o mapa da Bahia, cidade após cidade, festival após festival, numa dança eterna de criar, curar e compartilhar.

A rede já foi há muito tempo lançada. O palco é o sertão inteiro.

Este projeto é uma Realização: Rede de Teatro do Velho Chico e Mistura Produções

Confiram às fotos dos espetáculos: Clica Aqui e veja todas as fotos dos espetáculos

APOIO CULTURAL: Casa Anísio Teixeira, Trupe dos Dobradores de Arte, Prefeitura Municipal de Caetité, Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo de Caetité, Secretaria de Educação e Secretaria de Desenvolvimento Social.

O projeto tem APOIO FINANCEIRO do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia, através do Edital n° 73/2024 - Eventos Calendarizados.

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