sábado, 4 de abril de 2026

Rede de Teatro do Velho Chico destaca circulação do projeto ETAS – Existe Teatro no Alto Sertão - Chega a Ibotirama

 

A Rede de Teatro do Velho Chico destaca e reconhece a importante passagem da Trupe dos Dobradores de Arte pela cidade de Ibotirama, nos dias 27 e 28 de março de 2026, por meio do projeto ETAS – Existe Teatro no Alto Sertão, uma iniciativa que reafirma a potência do teatro no interior da Bahia.

A programação integrou um conjunto de ações que movimentaram a cena cultural local ao longo de três dias, fortalecendo o intercâmbio entre grupos, a formação de público e o acesso à arte no território.

No dia 26 de março, como parte dessa movimentação cultural, foi realizada no Núcleo de Audiovisual Reginaldo Pereira (NAV) a apresentação do espetáculo “Carranca – Da Proa do Barco para o Palco”, do Grupo de Teatro Mistura, dentro das ações do Projeto C@rranqui@ndo, idealizado pelo artesão e carranqueiro Neilson Pinta Silva.

No contexto do projeto ETAS, a Escola CETEP Velho Chico teve papel central na realização das atividades. A ação contou com público mediado formado por 45 estudantes, em uma experiência exclusiva para o público estudantil.

Destaca-se o fundamental acolhimento do corpo gestor, professores e estudantes da unidade, que receberam a
produção, disponibilizaram o espaço e contribuíram diretamente na articulação do público. A presença ativa da escola evidencia sua relação contínua com projetos artísticos desenvolvidos em Ibotirama, assim como com grupos e iniciativas que escolhem o município como sede para realização de suas ações culturais.

Essa atuação reafirma o CETEP como espaço estratégico de formação cultural, fruição artística e construção de público, fortalecendo a integração entre educação, arte e território.

Na sexta-feira (27/03), o público — formado por estudantes do CETEP Velho Chico — participou de uma experiência teatral ampliada, com a exposição de figurinos e adereços do espetáculo “O Avarento”, seguida da apresentação de uma cena protagonizada por Nando Dias e Tally Gaia, promovendo aproximação com os processos criativos do teatro.

No sábado (28/03), o espetáculo “Como se fosse da família” ocupou o Ponto de Cultura NAV, com público mediado e presença de mais de 50 pessoas, reunindo o Grupo Rica Flor, estudantes do CETEP Velho Chico, integrantes do Conselho Municipal de Cultura, artistas locais e comunidade em geral. A noite foi marcada por um encontro potente entre diferentes gerações e segmentos culturais, reafirmando o teatro como espaço de convivência, escuta e partilha.

Esse conjunto de ações, distribuídas ao longo de três dias, mobilizou diferentes públicos e fortaleceu o circuito cultural de Ibotirama, evidenciando a potência do trabalho em rede, da mediação cultural e da presença continuada de grupos e projetos no território.

A Rede de Teatro do Velho Chico reconhece o trabalho da Trupe dos Dobradores de Arte como fundamental para a consolidação de processos de circulação, articulação e fortalecimento do teatro nos territórios, especialmente no Alto Sertão. A iniciativa contribui diretamente para ampliar o acesso, estimular o encontro entre artistas e comunidades e fortalecer políticas culturais de base comunitária.

Porque o teatro é isso: a arte do encontro, da escuta e da partilha.

Destaca-se ainda a importância das parcerias que tornaram possível a realização da programação, envolvendo o Grupo de Teatro Mistura, a Secretaria Municipal de Cultura de Ibotirama, a Escola CETEP Velho Chico e a própria Rede de Teatro do Velho Chico, reafirmando o compromisso coletivo com o desenvolvimento cultural do território.

Realização: Trupe dos Dobradores de Arte
Apoio Cultural: Rede de Teatro do Velho Chico | Casa Anísio Teixeira

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e executado pelo Governo do Estado da Bahia, via Secretaria de Cultura do Estado.

quarta-feira, 18 de março de 2026

As ações de contrapartida da 11ª Mostra de Teatro do Velho Chico

 As ações de contrapartida da 11ª Mostra de Teatro do Velho Chico – Caminhos ou Correntezas? seguem ecoando pelos territórios da Bahia, consolidando o compromisso com a formação, a articulação cultural e o fortalecimento das artes cênicas no interior do estado.

Entre o final de 2025 e o início de 2026, o diretor, ator e gestor cultural Gilberto Morais e a artista e educadora Tally Gaia conduziram uma série de atividades formativas que alcançaram diferentes públicos, promovendo encontros potentes entre artistas, estudantes e agentes culturais.

Em Bonito (Chapada Diamantina), a palestra “Tipos de Redes”, ministrada por Gilberto Morais, reuniu 15 participantes, entre integrantes de grupos teatrais, gestores e representantes institucionais, em um espaço de escuta, troca e construção coletiva sobre estratégias de atuação em rede, circulação de espetáculos e sustentabilidade cultural.

Já em Caculé (Território Sertão Produtivo), a ação marcou a abertura do calendário 2026 da Rede de Teatro do Velho Chico, também com a realização da palestra “Tipos de Redes”, fortalecendo o diálogo entre artistas e poder público local e ampliando a presença da Rede no território.

Dando continuidade ao circuito, em Caetité, mais uma atividade formativa reuniu 20 participantes, entre integrantes de grupos teatrais e jovens em processo de formação, promovendo reflexões sobre organização coletiva, cooperação intermunicipal e desenvolvimento das práticas cênicas em rede.

Ainda em Caetité, integrando a programação da Mostra, a artista Tally Gaia ministrou a Oficina Jogos Teatrais para Infância, realizada no Cine Teatro da Casa Anísio Teixeira, que contou com a participação de 40 estudantes da rede pública de ensino. A atividade promoveu um ambiente lúdico e educativo, estimulando a criatividade, a expressão e o trabalho coletivo por meio do teatro.

Ao todo, as ações de contrapartida impactaram diretamente 75 participantes, entre artistas, estudantes, gestores e agentes culturais, fortalecendo a formação artística, ampliando o acesso às práticas teatrais e consolidando a Rede de Teatro do Velho Chico como uma importante plataforma de articulação cultural no interior da Bahia.

Mais do que números, as atividades evidenciam a força do trabalho em rede, a importância da presença nos territórios e o compromisso com a democratização do acesso à arte e à cultura.

As ações contam com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio do Fundo de Cultura, da Secretaria da Fazenda e da Secretaria de Cultura da Bahia, através do Edital nº 73/2024 – Eventos Calendarizados.

sábado, 7 de março de 2026

GRUPO DE TEATRO MISTURA CONQUISTA RECONHECIMENTO NACIONAL COM PRÊMIO DO IPHAN

 

O trabalho desenvolvido às margens do Rio São Francisco levou o Grupo de Teatro Mistura, da cidade de Ibotirama, no oeste da Bahia, a conquistar projeção nacional. A companhia foi uma das vencedoras da 38ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), uma das mais importantes premiações voltadas à preservação do patrimônio cultural brasileiro.

A cerimônia de entrega do prêmio foi realizada na noite de terça-feira (3), em Brasília, reunindo iniciativas de todo o país que se destacam pela originalidade, relevância e caráter exemplar na salvaguarda da cultura brasileira. Nesta edição, o prêmio registrou número recorde de inscrições: 876 projetos de todos os estados brasileiros concorreram ao reconhecimento. Ao todo, 18 iniciativas foram premiadas, com projetos de 12 estados contemplados. A Bahia foi o estado com maior número de premiações, com três iniciativas reconhecidas. Acesse aqui e Assista https://www.youtube.com/watch?v=znD7Drdax4M&t=1972s

Colônia de Pescadores de Ibotirama - Entrega de peças de artesanato em madeira "Carrancas" para Donos de Embarcações

O Grupo de Teatro Mistura foi premiado pelo projeto “Repovoando as Carrancas nas Margens do São Francisco”, realizado entre 2022 e 2025, contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem Apoio Financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA). . A iniciativa percorreu comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas levando arte, memória e patrimônio cultural por meio de apresentações do espetáculo “Carranca – da proa do barco para o palco”, além de palestras, exposições de carrancas e a doação de esculturas em madeira para proprietários de embarcações tradicionais do Velho Chico. Acesse site do projeto aqui!

Apresentação espetáculo "Carranca - Da Proa do Barco para o Palco", dia 04/03 Beijódromo Brasília 
programação do 1º Fórum Sistema Nacional de Patrimônio Cultural  

A premiação também marca um momento simbólico para o grupo. Em 2026, o espetáculo “Carranca – da proa do barco para o palco” completa dez anos de circulação, consolidando-se como uma das obras mais representativas do teatro produzido no interior da Bahia e reforçando o diálogo entre arte, tradição e território.

Para o diretor do grupo e idealizador do projeto, Gilberto Morais, o reconhecimento nacional confirma a força de um teatro que nasce do encontro com a cultura popular e com as histórias do próprio lugar.

“Receber um prêmio dessa dimensão é uma emoção profunda para todos nós. O nosso teatro nasce às margens do São Francisco, escutando as histórias do povo ribeirinho, olhando para a cultura, para a raiz e para o patrimônio como caminhos de criação. Ver esse trabalho alcançar novos espaços e ganhar reconhecimento nacional é a prova de que a arte feita no interior também tem potência para dialogar com o Brasil inteiro”, afirmou.

Ainda segundo o diretor, o prêmio chega como um marco simbólico na trajetória do grupo. “É muito significativo que esse reconhecimento aconteça justamente no momento em que o espetáculo Carranca completa dez anos de circulação. É uma celebração do caminho percorrido e, ao mesmo tempo, um incentivo para continuar repovoando de memória, arte e identidade as margens do nosso rio.”

Reconhecido pela criação de projetos culturais de forte impacto social e patrimonial, o Grupo de Teatro Mistura vem se consolidando como uma das referências na construção de ações que articulam arte, território e memória no interior da Bahia, levando o teatro para comunidades, rios, praças e novos palcos pelo país.

 TEXTO: Jornalista Ananias Serranegra 

segunda-feira, 2 de março de 2026

Teatro da Bahia se organiza em Rede no 3º Encontro de Pontos de Cultura

A Rede de Teatro do Velho Chico participou do 3º Encontro de Pontos de Cultura do Estado da Bahia, fortalecendo a presença do teatro dentro da Política Cultura Viva e reafirmando o protagonismo dos grupos do interior.

Representando o Macro Território 5, a Rede de Teatro do Velho Chico – Vânia Nogueira é Ponto – atua na prática como um Pontão de Cultura, mesmo não possuindo CNPJ próprio. Sua trajetória, articulação e mobilização territorial consolidam essa atuação de forma orgânica e colaborativa.

Durante o encontro, sete grupos de teatro presentes construíram um marco histórico: foi criada oficialmente a Rede Temática de Teatro dentro da TEIA Bahia, já que até então não existia uma articulação específica da linguagem teatral no âmbito estadual.

Estiveram presentes na construção da Rede Temática:

• Rede de Teatro do Velho Chico – Vania Nogueira - Macro Território 5
• CEPAC – Barreiras – Felipe Breunig
• Cia Ká Entre Nós de Teatro – Macaúbas – Geusilane Costa
• Cia Vira Toco – Rio de Contas – Rosa Griô
• Cia Ribeira Arte – Xique-Xique – Joseilton Ribeiro
• Cia de Teatro Mistura – Ibotirama – Gilberto Morais
• Grupo de Teatro Encenações – Morro do Chapéu – Naldão

Foi elaborada uma ATA com duas propostas estruturantes, e o coletivo eleito terá o prazo de 45 dias para apresentar um Plano de Trabalho da linguagem Teatro, construído de forma colaborativa. A Rede Temática nasce aberta, permitindo que outros grupos de teatro que são Pontos de Cultura integrem a articulação.

Para compor a Comissão Estadual dos Pontos de Cultura, representando o Teatro, foram eleitos Gilberto Morais (Grupo de Teatro Mistura) como titular e Joseilton Ribeiro (Cia Ribeira Arte) como suplente. No entanto, reafirmando o espírito democrático, a organização da Rede Temática será conduzida de forma colegiada, possibilitando que outros representantes também assumam a representação quando necessário.

O teatro baiano agora tem um espaço temático próprio dentro da TEIA.
E quando o teatro se organiza em rede, ele fortalece políticas públicas, amplia territórios e ecoa mais longe.