sábado, 4 de abril de 2026

Rede de Teatro do Velho Chico destaca circulação do projeto ETAS – Existe Teatro no Alto Sertão - Chega a Ibotirama

 

A Rede de Teatro do Velho Chico destaca e reconhece a importante passagem da Trupe dos Dobradores de Arte pela cidade de Ibotirama, nos dias 27 e 28 de março de 2026, por meio do projeto ETAS – Existe Teatro no Alto Sertão, uma iniciativa que reafirma a potência do teatro no interior da Bahia.

A programação integrou um conjunto de ações que movimentaram a cena cultural local ao longo de três dias, fortalecendo o intercâmbio entre grupos, a formação de público e o acesso à arte no território.

No dia 26 de março, como parte dessa movimentação cultural, foi realizada no Núcleo de Audiovisual Reginaldo Pereira (NAV) a apresentação do espetáculo “Carranca – Da Proa do Barco para o Palco”, do Grupo de Teatro Mistura, dentro das ações do Projeto C@rranqui@ndo, idealizado pelo artesão e carranqueiro Neilson Pinta Silva.

No contexto do projeto ETAS, a Escola CETEP Velho Chico teve papel central na realização das atividades. A ação contou com público mediado formado por 45 estudantes, em uma experiência exclusiva para o público estudantil.

Destaca-se o fundamental acolhimento do corpo gestor, professores e estudantes da unidade, que receberam a
produção, disponibilizaram o espaço e contribuíram diretamente na articulação do público. A presença ativa da escola evidencia sua relação contínua com projetos artísticos desenvolvidos em Ibotirama, assim como com grupos e iniciativas que escolhem o município como sede para realização de suas ações culturais.

Essa atuação reafirma o CETEP como espaço estratégico de formação cultural, fruição artística e construção de público, fortalecendo a integração entre educação, arte e território.

Na sexta-feira (27/03), o público — formado por estudantes do CETEP Velho Chico — participou de uma experiência teatral ampliada, com a exposição de figurinos e adereços do espetáculo “O Avarento”, seguida da apresentação de uma cena protagonizada por Nando Dias e Tally Gaia, promovendo aproximação com os processos criativos do teatro.

No sábado (28/03), o espetáculo “Como se fosse da família” ocupou o Ponto de Cultura NAV, com público mediado e presença de mais de 50 pessoas, reunindo o Grupo Rica Flor, estudantes do CETEP Velho Chico, integrantes do Conselho Municipal de Cultura, artistas locais e comunidade em geral. A noite foi marcada por um encontro potente entre diferentes gerações e segmentos culturais, reafirmando o teatro como espaço de convivência, escuta e partilha.

Esse conjunto de ações, distribuídas ao longo de três dias, mobilizou diferentes públicos e fortaleceu o circuito cultural de Ibotirama, evidenciando a potência do trabalho em rede, da mediação cultural e da presença continuada de grupos e projetos no território.

A Rede de Teatro do Velho Chico reconhece o trabalho da Trupe dos Dobradores de Arte como fundamental para a consolidação de processos de circulação, articulação e fortalecimento do teatro nos territórios, especialmente no Alto Sertão. A iniciativa contribui diretamente para ampliar o acesso, estimular o encontro entre artistas e comunidades e fortalecer políticas culturais de base comunitária.

Porque o teatro é isso: a arte do encontro, da escuta e da partilha.

Destaca-se ainda a importância das parcerias que tornaram possível a realização da programação, envolvendo o Grupo de Teatro Mistura, a Secretaria Municipal de Cultura de Ibotirama, a Escola CETEP Velho Chico e a própria Rede de Teatro do Velho Chico, reafirmando o compromisso coletivo com o desenvolvimento cultural do território.

Realização: Trupe dos Dobradores de Arte
Apoio Cultural: Rede de Teatro do Velho Chico | Casa Anísio Teixeira

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e executado pelo Governo do Estado da Bahia, via Secretaria de Cultura do Estado.

quarta-feira, 18 de março de 2026

As ações de contrapartida da 11ª Mostra de Teatro do Velho Chico

 As ações de contrapartida da 11ª Mostra de Teatro do Velho Chico – Caminhos ou Correntezas? seguem ecoando pelos territórios da Bahia, consolidando o compromisso com a formação, a articulação cultural e o fortalecimento das artes cênicas no interior do estado.

Entre o final de 2025 e o início de 2026, o diretor, ator e gestor cultural Gilberto Morais e a artista e educadora Tally Gaia conduziram uma série de atividades formativas que alcançaram diferentes públicos, promovendo encontros potentes entre artistas, estudantes e agentes culturais.

Em Bonito (Chapada Diamantina), a palestra “Tipos de Redes”, ministrada por Gilberto Morais, reuniu 15 participantes, entre integrantes de grupos teatrais, gestores e representantes institucionais, em um espaço de escuta, troca e construção coletiva sobre estratégias de atuação em rede, circulação de espetáculos e sustentabilidade cultural.

Já em Caculé (Território Sertão Produtivo), a ação marcou a abertura do calendário 2026 da Rede de Teatro do Velho Chico, também com a realização da palestra “Tipos de Redes”, fortalecendo o diálogo entre artistas e poder público local e ampliando a presença da Rede no território.

Dando continuidade ao circuito, em Caetité, mais uma atividade formativa reuniu 20 participantes, entre integrantes de grupos teatrais e jovens em processo de formação, promovendo reflexões sobre organização coletiva, cooperação intermunicipal e desenvolvimento das práticas cênicas em rede.

Ainda em Caetité, integrando a programação da Mostra, a artista Tally Gaia ministrou a Oficina Jogos Teatrais para Infância, realizada no Cine Teatro da Casa Anísio Teixeira, que contou com a participação de 40 estudantes da rede pública de ensino. A atividade promoveu um ambiente lúdico e educativo, estimulando a criatividade, a expressão e o trabalho coletivo por meio do teatro.

Ao todo, as ações de contrapartida impactaram diretamente 75 participantes, entre artistas, estudantes, gestores e agentes culturais, fortalecendo a formação artística, ampliando o acesso às práticas teatrais e consolidando a Rede de Teatro do Velho Chico como uma importante plataforma de articulação cultural no interior da Bahia.

Mais do que números, as atividades evidenciam a força do trabalho em rede, a importância da presença nos territórios e o compromisso com a democratização do acesso à arte e à cultura.

As ações contam com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio do Fundo de Cultura, da Secretaria da Fazenda e da Secretaria de Cultura da Bahia, através do Edital nº 73/2024 – Eventos Calendarizados.

sábado, 7 de março de 2026

GRUPO DE TEATRO MISTURA CONQUISTA RECONHECIMENTO NACIONAL COM PRÊMIO DO IPHAN

 

O trabalho desenvolvido às margens do Rio São Francisco levou o Grupo de Teatro Mistura, da cidade de Ibotirama, no oeste da Bahia, a conquistar projeção nacional. A companhia foi uma das vencedoras da 38ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), uma das mais importantes premiações voltadas à preservação do patrimônio cultural brasileiro.

A cerimônia de entrega do prêmio foi realizada na noite de terça-feira (3), em Brasília, reunindo iniciativas de todo o país que se destacam pela originalidade, relevância e caráter exemplar na salvaguarda da cultura brasileira. Nesta edição, o prêmio registrou número recorde de inscrições: 876 projetos de todos os estados brasileiros concorreram ao reconhecimento. Ao todo, 18 iniciativas foram premiadas, com projetos de 12 estados contemplados. A Bahia foi o estado com maior número de premiações, com três iniciativas reconhecidas. Acesse aqui e Assista https://www.youtube.com/watch?v=znD7Drdax4M&t=1972s

Colônia de Pescadores de Ibotirama - Entrega de peças de artesanato em madeira "Carrancas" para Donos de Embarcações

O Grupo de Teatro Mistura foi premiado pelo projeto “Repovoando as Carrancas nas Margens do São Francisco”, realizado entre 2022 e 2025, contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem Apoio Financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA). . A iniciativa percorreu comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas levando arte, memória e patrimônio cultural por meio de apresentações do espetáculo “Carranca – da proa do barco para o palco”, além de palestras, exposições de carrancas e a doação de esculturas em madeira para proprietários de embarcações tradicionais do Velho Chico. Acesse site do projeto aqui!

Apresentação espetáculo "Carranca - Da Proa do Barco para o Palco", dia 04/03 Beijódromo Brasília 
programação do 1º Fórum Sistema Nacional de Patrimônio Cultural  

A premiação também marca um momento simbólico para o grupo. Em 2026, o espetáculo “Carranca – da proa do barco para o palco” completa dez anos de circulação, consolidando-se como uma das obras mais representativas do teatro produzido no interior da Bahia e reforçando o diálogo entre arte, tradição e território.

Para o diretor do grupo e idealizador do projeto, Gilberto Morais, o reconhecimento nacional confirma a força de um teatro que nasce do encontro com a cultura popular e com as histórias do próprio lugar.

“Receber um prêmio dessa dimensão é uma emoção profunda para todos nós. O nosso teatro nasce às margens do São Francisco, escutando as histórias do povo ribeirinho, olhando para a cultura, para a raiz e para o patrimônio como caminhos de criação. Ver esse trabalho alcançar novos espaços e ganhar reconhecimento nacional é a prova de que a arte feita no interior também tem potência para dialogar com o Brasil inteiro”, afirmou.

Ainda segundo o diretor, o prêmio chega como um marco simbólico na trajetória do grupo. “É muito significativo que esse reconhecimento aconteça justamente no momento em que o espetáculo Carranca completa dez anos de circulação. É uma celebração do caminho percorrido e, ao mesmo tempo, um incentivo para continuar repovoando de memória, arte e identidade as margens do nosso rio.”

Reconhecido pela criação de projetos culturais de forte impacto social e patrimonial, o Grupo de Teatro Mistura vem se consolidando como uma das referências na construção de ações que articulam arte, território e memória no interior da Bahia, levando o teatro para comunidades, rios, praças e novos palcos pelo país.

 TEXTO: Jornalista Ananias Serranegra 

segunda-feira, 2 de março de 2026

Teatro da Bahia se organiza em Rede no 3º Encontro de Pontos de Cultura

A Rede de Teatro do Velho Chico participou do 3º Encontro de Pontos de Cultura do Estado da Bahia, fortalecendo a presença do teatro dentro da Política Cultura Viva e reafirmando o protagonismo dos grupos do interior.

Representando o Macro Território 5, a Rede de Teatro do Velho Chico – Vânia Nogueira é Ponto – atua na prática como um Pontão de Cultura, mesmo não possuindo CNPJ próprio. Sua trajetória, articulação e mobilização territorial consolidam essa atuação de forma orgânica e colaborativa.

Durante o encontro, sete grupos de teatro presentes construíram um marco histórico: foi criada oficialmente a Rede Temática de Teatro dentro da TEIA Bahia, já que até então não existia uma articulação específica da linguagem teatral no âmbito estadual.

Estiveram presentes na construção da Rede Temática:

• Rede de Teatro do Velho Chico – Vania Nogueira - Macro Território 5
• CEPAC – Barreiras – Felipe Breunig
• Cia Ká Entre Nós de Teatro – Macaúbas – Geusilane Costa
• Cia Vira Toco – Rio de Contas – Rosa Griô
• Cia Ribeira Arte – Xique-Xique – Joseilton Ribeiro
• Cia de Teatro Mistura – Ibotirama – Gilberto Morais
• Grupo de Teatro Encenações – Morro do Chapéu – Naldão

Foi elaborada uma ATA com duas propostas estruturantes, e o coletivo eleito terá o prazo de 45 dias para apresentar um Plano de Trabalho da linguagem Teatro, construído de forma colaborativa. A Rede Temática nasce aberta, permitindo que outros grupos de teatro que são Pontos de Cultura integrem a articulação.

Para compor a Comissão Estadual dos Pontos de Cultura, representando o Teatro, foram eleitos Gilberto Morais (Grupo de Teatro Mistura) como titular e Joseilton Ribeiro (Cia Ribeira Arte) como suplente. No entanto, reafirmando o espírito democrático, a organização da Rede Temática será conduzida de forma colegiada, possibilitando que outros representantes também assumam a representação quando necessário.

O teatro baiano agora tem um espaço temático próprio dentro da TEIA.
E quando o teatro se organiza em rede, ele fortalece políticas públicas, amplia territórios e ecoa mais longe. 

sábado, 15 de novembro de 2025

A Rede de Teatro do Velho Chico Ponto de Cultura promove um passo firme rumo ao futuro coletivo

No dia 08 de novembro de 2025, das 9h às 13h, realizamos atividade de Fortalecimento da Rede no Território Bacia do Rio Grande, no Ponto de Cultura CEPAC. E ali, vivemos um momento histórico para os grupos de teatro das cidades de Barreiras, Luis Eduardo Magalhães e Sal Desidério, grupos que constroem a cena teatral no território Bacia do Rio Grande (@cia.trakinus.oficial
@gicacoletivo @brilhodoriomulticultura @cteatrando @contatodedanilo)
Foi um espaço de diálogo, escuta e reafirmação da união entre as companhias que mantêm o teatro vivo em suas cidades. Entre relatos, reflexões e proposições, reafirmamos que somos mais fortes quando caminhamos juntos.
Durante a reunião, revisamos nossa trajetória, fortalecemos o compromisso com o trabalho coletivo e definimos os próximos passos para uma atuação ainda mais organizada, integrada e potente. A criação de novos instrumentos, a possibilidade dos grupos serem pontos de Cultura através da lei Cultura Viva e do cadastro a plataforma disponível no Ministério da Cultura, a ficha de adesão e a cartografia de espaços, abre caminhos para fortalecer cada território e consolidar a nossa identidade enquanto rede.

A mensagem que ficou ecoando entre todos nós é clara:
a união dos grupos é a força que sustenta a Rede — e a Mostra de Teatro do Velho Chico é apenas uma das pontes que construímos quando acreditamos no fazer artístico como ação transformadora.

Seguimos firmes, conectados e comprometidos em ampliar nossa atuação, fortalecer os Conselhos Municipais de Cultura, registrar nossas caminhadas e consolidar o teatro como ferramenta de memória, resistência e futuro.

A arte nos move. A rede nos fortalece.

*Apoio Cultural* Ponto de Cultura - Grupo de Teatro Mistura e Ponto de Cultura Cepac

*Apoio Financeiro:* Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal. A iniciativa é também contemplada pela Política Nacional Cultura Viva.



sexta-feira, 14 de novembro de 2025

11ª Mostra de Teatro do Velho Chico – Caminhos ou correntezas? Caetité Setembro 2025

Governo da Bahia Apresenta 


A 11ª Mostra de Teatro do Velho Chico aconteceu entre os dias 15 e 28 de setembro em Caetité, e celebrou a cena cultural da região com foco no teatro realizado pelos territórios que compõem a Rede de Teatro do Velho Chico e tantos outros cantos da Bahia. 

Foram 15 dias intensos de atividades com um sucesso de público e produções, o que ratifica a Mostra de Teatro do Velho como um dos mais importantes encontros da área teatral do Estado da Bahia e que já integra o seu calendário cultural.

No último dia da 11ª Mostra de Teatro do Velho Chico, realizada no Cine Teatro da Casa Anísio Teixeira, em Caetité, a Trupe Dobradores de Arte protagonizou um momento simbólico e emocionante: o repasse do estandarte da Mostra ao Grupo CEPAC, de Luís Eduardo Magalhães, que irá sediar a 12ª Mostra em 2026. O gesto representa a continuidade do movimento teatral no interior da Bahia, fortalecendo os laços entre os grupos e reafirmando o compromisso coletivo de manter viva a arte, a memória e o espírito colaborativo que sustentam a Rede de Teatro do Velho Chico.

O evento de abertura oficial da Mostra aconteceu no dia 21/09 às 21h e contou com a presença do Prefeito Valtécio Aguiar, do Secretário de Cultura, Esportes, Lazer e Turismo - Jair Soares, com Mara Ledo - diretora da Casa Anísio Teixeira, Tally Gaia, representando os grupos de teatro de Caetité, com Vânia Nogueira representando o Núcleo Úmido de Mulheres da Rede e Gilberto Morais, idealizador e coordenador da Rede de Teatro do Velho Chico, o evento teve aproximadamente 200 pessoas presentes que ouviram as falas de abertura desta mostra e participaram do Show em Tributo a Legião Urbana com Diego Quinteiro.

O evento contou com uma programação ampla e diversificada, incluindo 20 espetáculos que colaboraram com a dinamização do Cineteatro Anísio Teixeira em Caetité, durante uma semana de espetáculos distribuídos em três horários e apresentando um conceito curatorial significativo da Mostra, que perpassa pelos seguintes conceitos: " O riso e a criança, Protagonismo Feminino e o Corpo em Cena" e que atraíram o público de aproximadamente 2.800 pessoas, se divertindo, se emocionando e interagindo como teatro, a arte e com a cultura, em Caetité. Cabe evidenciar que o trabalho de mediação conseguiu trazer público local e de municípios vizinhos que se organizaram para estar presentes nas oficinas e espetáculos.

A Rede entende que a escola tem fundamental importância para que a arte, que o teatro se mantenha vivo em nossos interiores. E pensando nisso foram programadas ações formativas específicas para esse público, com o oferecimento de 03 oficinas práticas, para estudantes das redes oficiais de ensino. As oficinas foram: Leitura dramática do livro o Circo Caraminholas do Sul e o Mistério do Livro secreto com Tally Gaia com 37 participantes; Teatro e Identidade Negra – João Victor Soares, com 15 participantes e Maquiagem Cênica com Vânia Nogueira, com 47 participantes, permitindo que os estudantes tivessem contato com o conhecimento de profissionais da Rede e a oportunidade de experienciar os conhecimentos sobre o universo do teatro. As oficinas atenderam a um público de 99 alunos, no período de 15 a 21/09 em Caetité. Aconteceu também nos dias 18 e 19/09 as oficinas de contrapartida do projeto com Tally Gaia, que ministrou oficina de Jogos Teatrais para a Infância com 83 participantes, estudantes de escolas públicas.

Outra ação pensada para o público estudantil, mas também para público espontâneo, foram 05 palestras "A Preservação do Rio São Francisco e seus Afluentes" que teve o objetivo de refletir e discutir as ações antrópicas que tanto influenciam nas questões climáticas e na resistência e possibilidades de preservação do Rio São Francisco e foi ministrada por Fernanda Oliveira, mestre e doutoranda em Geografia. Tivemos um público de 248 estudantes, nas palestras.

Na nossa programação não poderia faltar atividades formativas específicas para os atores e atrizes que integram a Rede de Teatro do Velho Chico, em Caetité  tivemos um diferencial no público, pois foram incluídos nessas ações os alunos  do projeto Tempo das Artes que cursam oficinas de teatro na Casa Anísio Teixeira e não poderiam ficar de fora dessas formações tão importantes. Foram realizadas oficinas de Interpretação com Gordo Neto e Caio Rodrigo com 18 participantes e a oficina de Construção de Adereços e Figurinos com Shicó do Mamulengo, que teve o público de 19 participantes, totalizando 37 atores participando.

A Mostra também promoveu o 3º Colóquio de Mostras e Festivais de Teatro da Bahia, subdividida durante a semana de espetáculos, sempre às 16 horas. No primeiro encontro com tivemos a presença de Marconi Arap - FESTECA, na sequência tivemos: Paulo Atto – Festival Internacional de Teatro da Caatinga, Poliana Bicalho - Festival Petiz, Fábio Nascimento – Festival Palhasseata de Ilhéus, Daisy Andrade do Projeto Rédeas do Teatro, e também de Fernando Marinho - Festival Bahia Aplaude, nessa semana de colóquio tivemos 124 participantes.

Durante os 6 dias de Colóquio os curadores relataram sobre suas experiências na produção dos respectivos festivais que organizam e proporcionaram um espaço para discussões sobre as artes cênicas. O colóquio é pensado anualmente para ser um espaço de diálogo entre os curadores e os integrantes da Rede de Teatro de Velho Chico que fizeram trocas importantes e discussões sobre a estrutura dos festivais coordenados pelos curadores debatedores presentes no Colóquio.

Nossa programação abarcou também o lançamento da revista da Rede de Teatro do Velho Chico, no dia 27/09 com a presença dos grupos que compõem a Rede e parceiros e teve a presença de 30 artistas e fazedores de arte, no Museu da Casa Anísio Teixeira participando desse momento de importante conquista para a nossa Rede.

A 11ª Mostra de Teatro do Velho Chico se consolida como um importante marco cultural, do interior do Estado, proporcionando o fortalecimento dos grupos da Rede com a manutenção dos laços entre artistas e a comunidade e com a promoção do intercâmbio de ideias e experiências para o fortalecimento do Teatro no interior do Estado da Bahia.

A Rede de Teatro do Velho Chico se irradia pelo interior do nosso estado como uma bacia hidrográfica que se fortalece ao agregar cada potente afluente que se junta, fortalece e abre caminhos com uma correnteza de teatro, arte e afeto.

Confiram às fotos dos espetáculos: Clica Aqui e veja todas as fotos dos espetáculos

FOTOS: Pâmela Paranhos / Vania Nogueira / Tally Gaia 

REALIZAÇÃO: Rede de Teatro do Velho Chico e Mistura Produções.

APOIO CULTURAL: Fundação Anísio Teixeira, Trupe dos Dobradores de Arte, Secretaria Municipal de Cultura Esporte e Lazer, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria de Desenvolvimento Social e Prefeitura Municipal de Caetité.

APOIO FINANCEIRO: Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia, através do Edital nº 03/2023 – Eventos Calendarizados.


11ª Mostra de Teatro do Velho Chico com processo Formativo para Estudantes e Gente de Teatro

Governo da Bahia Apresenta 

À Sombra da Pitangueira: A Importância Estratégica de Capacitar os Fazedores de Teatro

Na 11ª Mostra de Teatro do Velho Chico em Caetité, um evento que vai além da apresentação de espetáculos. Foram realizadas duas importantíssimas ações: uma oficina de Construção de Figurinos e Adereços ministrada pelo mestre Shicó do Mamulengo, à sombra da pitangueira de Anísio, nos dias 21 e 22 de setembro, onde 18 artistas mergulharam em um intenso e prático compartilhamento de conhecimento. Shicó, cuja trajetória inclui a criação de figurinos para grupos renomados nacionalmente como Clowns de Shakespeare, Teatro Popular de Ilhúes e Grupo Galpão, guiou os participantes em uma jornada completa "do croquí à prática", resultando na confecção de sapatos de palhaço e da construção e conclusão de um vestido, planejado durante a oficina. Capacitar artistas em habilidades específicas como a confecção de figurinos que gera autonomia e economia. Grupos deixam de depender exclusivamente da terceirização ou de recursos escassos para aquisição de figurinos, podendo criar e reparar seus próprios acervos. A produção se torna mais ágil, permitindo que mais ideias saiam do papel com qualidade estética.

A segunda oficina para artistas foi a de Interpretação com Caio Prado e Gordo Neto, esta oficina, realizada com um grupo de 18 artistas que participaram com afinco e se debruçaram intensamente sobre a proposta, foi direcionada a artistas, estudantes de artes, grupos de teatro amadores e profissionais. A proposta consistiu em uma imersão no processo criativo do espetáculo “SEM DRAMA”, investigando o uso da terminologia DRAMA e identificando características inerentes às distintas partes que compõem o processo criativo: escrita, interpretação e encenação. Por meio de relatos de experiência e da construção de exercícios práticos, os participantes, engajados de forma dedicada, exploraram elementos peculiares a cada etapa do processo. Essa oficina ampliou o repertório técnico dos artistas e também fomentou uma compreensão mais profunda das tensões, deslocamentos e intersecções que caracterizam a criação teatral contemporânea. A oficina desenvolveu um papel essencial ao estimular a reflexão crítica e a prática coletiva, contribuindo para o amadurecimento artístico de todos os envolvidos. Ações como estas representam um investimento estratégico no alicerce da produção cultural regional, fortalecendo as bases do teatro

Oficinas formativas fortalecem o aprendizado dos estudantes na 11ª Mostra de Teatro do Velho Chico

Um dos pilares fundamentais do Projeto da Mostra são as oficinas formativas, que desempenham um papel essencial na formação artística e cidadã dos estudantes. Na 11ª edição, realizada em Caetité, essas ações transcenderam o simples aprendizado de técnicas, proporcionando experiências imersivas e reflexivas.

A oficina "Musicenafro – Música, Teatro e Identidade Negra", ministrada por João Victor Soares, professor e pesquisador das pedagogias negrorreferenciadas nas Artes Cênicas, foi um exemplo marcante. Através de jogos teatrais e musicais, os participantes exploraram ritmos afro-baianos, expressões corporais e vocais, trabalhando a consciência espacial e o pertencimento étnico-racial. O envolvimento dos estudantes foi notório, com uma participação ativa num processo criativo que valorizou a cultura negra e suas potentes construções cênicas.

Aconteceu também, a oficina de Maquiagem Artística, conduzida pela licencianda em Teatro pela UFBA Vânia Nogueira, apresentou de forma clara e prática os fundamentos da maquiagem cênica. Os alunos aprenderam sobre os diferentes materiais, criaram croquis e experimentaram as técnicas mais utilizadas no palco, em um ambiente de grande interação e entusiasmo.

Já a oficina de Leitura Dramática, com a atriz, escritora e graduanda em Teatro pelo UFBA Tally Gaia, mergulhou os participantes no universo do texto teatral a partir do livro “O Circo Caraminholas do Sul e o Mistério do Livro Secreto” de sua autoria. O foco foi apresentar a estrutura de um texto dramatúrgico e incentivar a leitura coletiva como uma atividade prazerosa e lúdica, estimulando a interpretação e a imaginação.

Com uma aceitação extraordinária do público e a participação total de 100 alunos, as oficinas consolidaram-se como uma ação de grande impacto. Iniciativas como essas, proporcionadas pela 11ª Mostra de Teatro do Velho Chico, são vitais para a capacitação e o desenvolvimento integral dos jovens. Elas não apenas ensinam técnicas artísticas, mas também ampliam horizontes culturais, fortalecem identidades e plantam a semente da arte como instrumento de transformação pessoal e social, reafirmando o compromisso da Mostra como uma ponte de fortalecimento das relações entre a Educação e o Teatro.

📸 Fotos: Vânia Nogueira e Tally Gaia 

Confiram às fotos dos espetáculos: Clica Aqui e veja todas as fotos dos espetáculos

Realização: Rede de Teatro do Velho Chico e Mistura Produções.

Apoio Cultural: Casa Anísio Teixeira, Trupe dos Dobradores de Arte, Prefeitura Municipal de Caetité, Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, Secretaria de Educação e Secretaria de Desenvolvimento Social.

Apoio Financeiro: Governo do Estado da Bahia, por meio do Fundo de Cultura, da Secretaria da Fazenda e da Secretaria de Cultura, através do Edital nº 73/2024 – Eventos Calendarizados.