Publicação reúne histórias, pesquisas e experiências de artistas e grupos que movimentam a cena teatral ribeirinha e interiorana do estado
A segunda edição da Revista da Rede de Teatro do Velho Chico já está disponível para leitura gratuita em formato digital. Com uma escrita coletiva organizada pelo ator e produtor teatral Gilberto Morais, a publicação é um verdadeiro mosaico da produção teatral reuni o teatro que nasce e resiste longe dos grandes centros urbanos.
A edição de 2025 conta com conteúdos inéditos que transitam entre pesquisa, memória, crítica e experimentação. O material é resultado direto da articulação entre artistas, grupos e festivais que compõem a Rede de Teatro do Velho Chico, fortalecendo uma estética e uma política cultural que valorizam as identidades ribeirinhas, sertanejas e populares da região.
Caminhos da resistência e da identidade teatral
Entre os destaques da edição está o registro da 10ª Mostra de Teatro do Velho Chico – Pelos Caminhos da Resistência e Identidade Ribeirinha, realizada em 2024 na cidade de Ibotirama, com texto assinado pelo jornalista Ananias Serranegra. A Mostra, consolidada no calendário cultural baiano, é um espaço de encontro, formação e apresentação de espetáculos que revelam a diversidade e a força criativa dos grupos da rede.
Pesquisa e economia da criação teatral
A revista também apresenta os resultados de uma pesquisa sobre a produção e a economia dos grupos de teatro da Rede. Dividido em dois momentos – aplicação de um formulário online e realização de entrevistas presenciais e virtuais – o estudo foi conduzido por Gilberto Morais, Vânia Nogueira, Danilo Lima e João Victor Soares, resultando em ensaios que aprofundam o entendimento sobre as práticas teatrais e os desafios financeiros dos grupos de teatro.
Histórias que inspiram
Nesta edição, três grupos da rede compartilham suas histórias, trajetórias e motivações:
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CEPAC, de Luís Eduardo Magalhães/Barreiras
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Cia. Ôcotô, de Caetité
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Grupo de Teatro/Circo Maktub, de Ilhéus
As narrativas revelam as singularidades de cada grupo, os contextos locais e o papel transformador do teatro em suas comunidades.
O circo como linguagem em movimento
Outro ponto alto da publicação é a matéria especial "O Circo e a Rede", que explora experiências de companhias circenses itinerantes que cruzam o país de Kombi, bicicleta, ônibus ou fusca, criando conexões entre redes de circo e teatro. A reportagem reúne relatos de artistas como Fran Marinho (Circo do Asfalto), Sofia Caseiro e Renato Gannito (Trupe Rais), Palhaço Sequinho, Waldisney Matinga e Tally Gaia (Dupla de Dois), além de Luiza Soares (Circo Muamba).
Festivais e territórios de criação
A revista também dedica espaço a importantes aos festivais e mostras de teatro realizados na Bahia, mapeando ações que conectam interior e capital em torno da cena artística. São eles:
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Festival de Teatro da Caatinga – Paulo Atto
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Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia (FILTE/Figa) – Luís Alonso Aude
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Caravana Itinerante de Teatro da Chapada Diamantina – Marcos Santana
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Festival de Teatro do Caroá – Welington Sena
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Festival de Teatro Elas à Frente – Josy Prado
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Palhasseata de Ilhéus – Fábio Nascimento
Dramaturgia e literatura da Rede
A seção Literatura da Rede apresenta livros publicados por artistas e pesquisadores da cena teatral interiorana, reafirmando o teatro também como escrita, memória e pensamento crítico. Entre as obras destacadas estão:
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“Comédia – O Terceiro Ato”, de João Victor Gomes (Caetité)
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“A Resistência do Clown na Dramaturgia”, de Edy Paixão (Ilhéus)
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“O Circo Caramilholas do Sul”, de Tally Gaia (Caetité)
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“Peças de Um Quebra-Cabeça Que Não Dá para Montar”, de Hulle Horranna (Luís Eduardo Magalhães)
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“MUSICENAFRO: Música, Teatro e Identidade Negra na Sala de Aula”, de João Victor Soares (São Desidério)
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“História de Teatro e Pôr do Sol”, de Aliomar Pereira (Ibotirama)
Último texto da Revista com o projeto Cena de Dentro
Fechando a publicação, o texto sobre o Projeto Cena de Dentro, assinado por Érica Daniela (Vitória da Conquista), apresenta a proposta do site homônimo, que reúne entrevistas, artigos e conteúdos dedicados exclusivamente ao teatro feito no interior da Bahia.
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APOIO CULTURAL Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Ibotirama.
APOIO FINANCEIRO Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia, através do Edital n° 73/2024 - Eventos Calendarizados.

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