Ontem noite o Auditório Municipal de Igaporã recebeu o espetáculo Beijos Amiga do Grupo Imagem e ação de Caetité. A ação é pareceria entre a a Prefeitura e o grupo que coordena o Projeto Piloto do curso de teatro da Secretaria de Cultura da Cidade. Hoje o projeto atende com teatro e dança contemporânea quase 100 pessoas. Até o final do projeto serão em média dois espetáculos por mês na cidade, além das oficinas e ação de formação para estudantes, professores e comunidade em geral. Ao ver aquele auditório cheio de olhos brilhando ontem nos deu a certeza de estarmos no caminho certo. #teatrobonito
terça-feira, 6 de junho de 2017
quinta-feira, 18 de maio de 2017
ENTREVISTA C/ Jainne Haiane do Grupo Art'Manha de Caetité
Sim. A dois anos.
2 – COMO OCORREU O PROCESSO DE PARTICIPAÇÃO DO GRUPO DE TEATRO NESSA III MOSTRA DE TEATRO DO VELHO CHICO?
Durante de uma reunião em Riacho de Santana para falar sobre a Mostra
que aconteceria em maio de 2017 o Art’Manha entrou na lista dos que iam
participar. A partir desse dia o grupo se mobilizou durante meses para marcar
presença na III Mostra de Teatro da Rede Velho Chico. Um novo encontro
aconteceu na Cidade sede da III Mostra, a cidade de Caetité onde também reside
o nosso grupo, para oficializar o evento com os representantes dos grupos da
cidade que iriam participar. Fechamos a estrutura do evento e cada grupo ficou
com algumas tarefas como indicar um monitor para compor uma comissão para
divulgação, organização e recepção dos outros grupos de fora inscritos. Durante
a mostra o grupo esteve ativo participando das oficinas que aconteceram, ativo
na organização e assistindo os espetáculos dos outros grupos. No sábado, último
dia da Mostra os representantes dos grupos se reuniram numa oficina destinada
aos mesmos onde também foram discutidas algumas questões sobre o evento e sobre
onde seria a IV Mostra.
3 – SOBRE UM ASPECTO GERAL, O QUE VOCÊ PODERIA
NOS FALAR SOBRE O PROJETO, AS OFICINAS E O
FECHAMENTO.
Um pouco diferente da II Mostra, III Mostra veio com uma proposta diferente, com um sistema de colaboração entre os grupos participantes antes, durante e depois da Mostra. Houve uma interação entre os grupos, muita participação nas oficinas e o trabalho ainda continua.
Um pouco diferente da II Mostra, III Mostra veio com uma proposta diferente, com um sistema de colaboração entre os grupos participantes antes, durante e depois da Mostra. Houve uma interação entre os grupos, muita participação nas oficinas e o trabalho ainda continua.
4 – QUAL O APRENDIZADO QUE O PROJETO DEIXOU NA
SUA VISÃO?
A importância de se trabalhar em rede e a
importância dos grupos se fortalecerem entre si, criando vínculos para que haja
uma comunicação entre eles e também que os trabalhos circulem de uma forma mais
ampla.
5 – FALANDO UM POUCO SOBRE VOCÊ, ALÉM DO GRUPO
DE TEATRO NA QUAL VOCÊ FAZ PARTE DA DIREÇÃO, EM
2013 A REDE DE TEATRO DO VELHO CHICO COMEÇOU AS ATIVIDADES, FALE SOBRE ESSA
APROXIMAÇÃO, NOS FALE UM POUCO MAIS DOS PROJETOS NOS QUAIS TEM ATUADO E SE ALGUNS DOS PROJETOS NO QUAL ESTÁ ENVOLVIDO.
No ano de 2016 aconteceu a II Mostra de teatro da Rede Velho Chico na
cidade de Bom Jesus da Lapa, foi onde fiquei sabendo da existência da rede.
Neste ano participei da mostra pela primeira vez dentro de dois espetáculos “O
Avarento” da Trupe dos Dobradores de Arte e “O Retábulo das Maravilhas” do
Art’Manha e apesar de fazer parte do território que corresponde ao São
Francisco Caetité foi escolhida para sediar a III Mostra como ocorreu no final
de março deste ano. Já havia participado de outros projetos como o Festcasa que
foi onde me formei atriz e o Festcasa em movimento nos anos de 2012 e 2014.
6 – ALGUM DOS PROJETOS EM QUE JÁ TRABALHOU SE
ASSEMELHA AO PROJETO III MOSTRA DE TEATRO DO VELHO CHICO?
Sim, o Festcasa projeto onde me formei atriz. Muito se assemelham em
relação a alguns pontos como serem abertos para o público por exemplo. Porém, a
proposta principal de cada projeto, são um pouco distintas, no Festcasa projeto
vinha com um curso de formação de agentes culturais na área de teatro e no
final esses atores e atrizes formados no curso montavam 2 ou 3 espetáculos como
forma de reunir e apresentar para toda comunidade Caetiteense o resultado do
curso. No caso da Mostra, esses artistas formados anteriormente têm tido
através da Rede, a oportunidade de serem vistos como profissionais da área
teatral e o ponto principal, o intercâmbio entre grupos de diferentes cidades
baianas já que a Mostra se estrutura hoje em dia de forma a abranger não apenas
as cidades que formam o território do Rio São Francisco, mas também outros
territórios como no nosso caso o Sertão Produtivo. Isto um significado imenso
para a continuidade dos grupos teatrais das pequenas cidades baianas, para a
formação de plateia e a valorização da arte nas cidades do interior. São dois
projetos que não só se assemelham como também em veio para complementar o outro.
7 – PARA FINALIZAR, COMO VOCÊ AVALIA A
PARTICIPAÇÃO DA SUA CIDADE JUNTO AO PROJETO? A PARTICIPAÇÃO DO GRUPO DE TEATRO E DEMAIS ENVOLVIDOS?
A
tempos Caetité esperava por um evento como este, depois que a Casa Anísio
Teixeira começou a passar por dificuldades financeiras a cidade se viu num
processo de regressão de tudo que já havia conquistado até então na área
artística envolvendo principalmente teatro. Uma das dificuldades era a
valorização da população da cidade para com a arte, então a formação de plateia
sempre foi um desafio junto a se produzir espetáculos de qualidade. Para a
Mostra os 4 grupos de Caetité inscritos prepararam com muito empenho espetáculos
de qualidade, mas já era de se esperar que houvessem cadeiras vazias dentro do
Cine Teatro da Casa, porém para nossa surpresa e felicidade, toda produção do
evento levou nossos espetáculos, tanto os nossos quanto os de fora, a lotarem e
superlotarem A Casa Anísio Teixeira. A conclusão é que no final das contas
todos os grupos, produtores, monitores, diretores, éramos um só grupo
trabalhando num evento que ficou para a história da nossa cidade.
quarta-feira, 17 de maio de 2017
NOTA DE REPÚDIO DA REDE SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS GRUPOS NA FESTA LITERÁRIA DE BARREIRAS - FLIB/2017
A REDE de Teatro Velho
Chico, representada pelos grupos e Companhias de Teatro, ContraCapa e Imagem e
Ação (Caetité), Ká Entre Nós (Macaúbas), Teatrando (Barreiras), Trakinus (São
Desiderio), com pesar e indignação, informa a todos (as) interessados (as), o
cancelamento das apresentações teatrais na FESTA LITERÁRIA DE BARREIRAS – FLIB,
entre os dias 18 e 21 de maio de 2017, que aconteceriam no Centro Cultural
Rivelino Silva de Carvalho e no Parque de Exposição Engenheiro Geraldo Rocha.
Tal fato se deu pelo
descumprimento por parte da Prefeitura de Barreiras, uma das realizadoras da
FLIB, em relação ao repasse em tempo hábil, do valor de R$ 6000,00 (seis mil
reais), acordado com devida antecedência, entre o Departamento de Cultura de
Barreiras, na pessoa da senhora Emília Moreno, a Coordenação geral da FLIB e a
produção local.
Apesar de toda demanda burocrática para
liberação de tão irrisória quantia ter sido cumprido em tempo hábil pela REDE,
o descumprimento de última hora de tão importante acordo, gerou uma profunda
frustação dos grupos envolvidos, uma vez que alteraram suas agendas, na
tentativa de levarem suas estéticas teatrais a comunidade barreirense, e assim,
somarem as atividades da FLIB.
É importante informar
também, que todos artistas envolvidos, se dispuseram a participar desse importante evento,
independente do insignificante pró-labore que cada grupo receberia para, não
só, se deslocarem de suas devidas cidades, como também, para custearem a
alimentação e outras despesas, durante a permanência em Barreiras, pois a
produção local não contava com mais nenhum outro tipo de apoio financeiro.
Entendendo que o “fazer
teatral” é o lugar sagrado do ator, da atriz, obviamente o cancelamento da
participação dos grupos da Rede de Teatro Velho Chico, na 2ª FLIB, gerou um mal
estar em todos artistas envolvidos, até porque, houve um investimento de tempo
para as devidas adaptações de cada obra, em função das condições técnicas do
Centro Cultural de Barreiras. Isso sem pontuar o desgaste da produção local na
negociação das demandas para a realização da “programação das artes dramáticas”.
Apesar de tudo, como REDE de TEATRO -
procurando sempre fortalecer os grupos a nível Municipal, Territorial e
Estadual - continuamos firmes no nosso árduo e prazeroso oficio de
“TEATREIROS”, de profissionais da arte, da criação. Assim, REPUDIAMOS
VEEMENTEMENTE a forma desrespeitosa que o teatro, como uma linguagem e uma
manifestação cultural importante, foi tratada por uma prefeitura que intitula
“Barreiras, Capital da Cultura”.
terça-feira, 16 de maio de 2017
Lançamento do Livro Historia de Teatro e pôr do Sol de Aliomar Pereira
O projeto de lançamento do livro "Historia de Teatro e pôr do Sol" do diretor
de teatro Aliomar Pereira, tem apoio financeiro da Prefeitura municipal de
Ibotirama através das Secretarias de Cultura e Sec. de Educação. O livro foi
diagramado, editado e lançado pela Editora Teatro Popular de Ilhéus,
instituição parceria da Rede de Teatro do Velho Chico e do Teatro de
Ibotirama. Este livro representa para o teatro da Bahia a persistência e a força que se fez durante a vida de um grande homem de teatro, com objetivo de educar, formar cidadão, através da linguagem do teatro no Oeste do Estado. Hoje de ante da visão do Ator Gilberto Morais que fez teatro com Aliomar e continua com a mesma chama do teatro, que foi acessa pelo mestre Aliomar ele Morais diz "Hoje Eu percebo que o objetivo repassado por Aliomar, foi a utilização das problemáticas cotidianas, como ferramentas para espelhá-las em personagem e estudos apresentadas aos componentes dos grupos em seu tempo histórico, como estratégia de construção para se fazer do teatro algo político, educacional, verdadeiro e real no mundo, seja, ele em um grupo, bairro, sociedade, região, território, na Bahia, no Brasil e no mundo. Em Ibotirama existe um método de se fazer Teatro, que para descobrir precisa presenciar de forma direta, a construção coletiva dos grupos, suas histórias, ao pôr do Sol no cais de Ibotirama as margens do Rio São Francisco que é palco do teatro.
(Texto de Gilberto Morais).
O escritor,
ator, diretor de teatro e ex-bancário Aliomar Pereira lançará no dia 20 de maio
(sábado), a partir das 19h30, na Câmara de Vereadores de Ibotirama (BA), o livro
“Histórias de Teatro e pôr do Sol.
Uma obra
primorosa que retrata a luta de um visionário que conseguiu mudar os rumos da
sua vida e uma cidade inteira através da ARTE.
Amantes da
cultura, do conhecimento e do teatro não podem faltar a esse grande encontro,
afinal, todos fazem parte dessa história.
Sobre o
autor – Aliomar Joaquim Pereira é pós-graduado em Psicopedagogia. Natural de
Boa Esperança, lugarejo ao pé da serra do Município de Oliveira dos
Brejinhos-Ba. Nasceu no dia 12 de Dezembro de 1950, do casal Estevam Joaquim
Pereira e Hilda de Oliveira Pereira, ambos já falecidos.
Aos 18 anos
foi estudar em Januária-Minas Gerais, onde se confirmou sua facilidade para a
arte teatral, indo em 1972 para São Paulo onde fez faculdade e adquiriu novos
conhecimentos para garantir toda uma experiência para realizar o trabalho
dramatúrgico que desenvolveu em Ibotirama e cidades circunvizinhas no interior
baiano a partir de 1977 até 2011.
Nesse
interim, preparou e dirigiu 20 grupos, que apresentaram 61 peças teatrais.
Algumas de autoria dos próprios grupos, mas de grande seriedade: “Alerta
Cotidiano”, “Trapos Humanos”, “A Vida é mesmo assim?”, “O tribunal”, “Lições de
Cidadania”, “Qualquer semelhança não é mera curiosidade”, “Há mais mistério
entre o Céu e a Terra” , “Muro, Muralha”, com o qual participou em 1987 do
Festival Independente de Teatro Amador, de Marechal Rondon, em Salvador, que
lhe valeu 07 troféus, dentre os quais configuram “Melhor Direção” e “Melhor
Espetáculo”. Montou também textos dos autores consagrados, a exemplo de
“Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Netto e “A Bruxinha que era
boa”, de Maria Clara Machado; e tem seu nome na Ficha Técnica, na função de
Casting-Ibotirama, de “Lamarca, o Filme”, dirigido por Sergio
Rezende.
Por Kelly Bessa
domingo, 14 de maio de 2017
FESTA LITERÁRIA DE BARREIRAS ABRE ESPAÇO PARA O TEATRO DO OESTE
A Rede de Teatro do Velho Chico parabeniza e agradece pela articulação que os produtores locais da cidade de Barreiras Ramon Sousa da Cia Teatrando e Ananias Serranegra da cia de teatro Mistura e Mistura produções estão fazendo para convidar os grupos que fazem parte desta REDE, e assim os mesmos apresentarem seus espetáculos, são seis grupos de teatro e dos sete espetáculos, quaatro fizeram parte da programação da III Mostra que foi realizada em Caetité a dois meses atrás, e essa semana os grupos pegam a estrada a caminho do Oeste da Bahia, a galera vai complementar a programação da Festa Iteraria de Barreiras .
Confiram uma linda programação da FLIB - FESTA LITERÁRIA DE BARREIRAS, com Grupos de Teatro das cidades de Caetité, Ibotirama, Macaúbas, Barreiras e São Desidério. São seis espetáculos ao todo e as apresentações estão previstas para o Centro Cultural Rivelino de Carvalho (Casa da Cultura), No centro Histórico e também No Parque de Exposições Eng. Rocha, na Flibinha.
REALIZAÇÃO
Prefeitura de Barreiras
UNEB - Campus IX de Barreiras
UFOB - Universidade do Oeste da Bahia
IFBA - Instituo Federal Campus de Barreiras
quinta-feira, 11 de maio de 2017
ENTREVISTA C/ Thiago Azevedo da Cia. Imagem e Ação de Caetité
1 – VOCÊ JÁ CONHECIA O PROJETO MOSTRA DE TEATRO DO VELHO CHICO DA REDE E SEUS PRODUTORES?
Sim, passei a ter conhecimento da Mostra quando foi realizada em Bom Jesus da Lapa, em sua segunda edição em 2016. Três grupos de minha cidade tiveram a oportunidade de apresentar seus espetáculos e assim, pudemos nos aproximar e fazer parte da rede.
2 – COMO OCORREU O PROCESSO DE PARTICIPAÇÃO DO GRUPO DE TEATRO NESSA III MOSTRA DE TEATRO DO VELHO CHICO?
Após o termino da II Mostra em Bom Jesus da Lapa, foi decidido que a III Mostra aconteceria em Caetité, em 2017. Nosso grupo, Cia de teatro Imagem e Ação, ficamos muito felizes com a notícia pois, na II Mostra, não estávamos tão bem estruturados para a participação do mesmo e, com pelo menos um ano para poder produzir um novo espetáculo para a Mostra que aconteceria em nossa cidade, recebemos o convite para nos ingressar na Rede e assim, podermos participar da III Mostra em nossa cidade.
3 – SOBRE UM ASPECTO GERAL, O QUE VOCÊ PODERIA NOS FALAR SOBRE O PROJETO, AS OFICINAS E O FECHAMENTO.
O projeto é espetacular, pois faz com que os grupos se interajam e assim, os eventos ficam mais fáceis de serem organizados, planejados e executados. As oficinas são de grande valia, pois os grupos geralmente não possuem tal recurso para poderem custear oficinas para seus integrantes, e a troca de conhecimento realizada durante as oficinas fazem com que todos adquiram novos conhecimentos. O fechamento da Mostra nos traz a certeza de que o trabalho não vai parar, pois o laço que foi feito entre os grupos será para gerações desfrutarem de teatro e assim, fazermos com que as pessoas se interessem ainda mais pela arte.
4 – QUAL O APRENDIZADO QUE O PROJETO DEIXOU NA SUA VISÃO?
O aprendizado em minha opinião, todos levaram dessa Mostra é de que juntos, podemos fazer com que a Arte seja levada a sério e que as pessoas poderão ter a oportunidade de poder contribuir com Ela, como expectador ou como atuante. Nosso papel é muito importante para que a Arte não acabe e que possamos viver dela ainda mais em nosso dia-a-dia.
5 – FALANDO UM POUCO SOBRE VOCÊ, ALÉM DO GRUPO DE TEATRO NA QUAL VOCÊ FAZ PARTE DA DIREÇÃO, EM 2013 A REDE DE TEATRO DO VELHO CHICO COMEÇOU AS ATIVIDADES, FALE SOBRE ESSA APROXIMAÇÃO, NOS FALE UM POUCO MAIS DOS PROJETOS NOS QUAIS TEM ATUADO E SE ALGUNS DOS PROJETOS NO QUAL ESTÁ ENVOLVIDO.
Faço teatro oficialmente a 4 anos, quando me inscrevi para participar do II Fest Casa, projeto realizado junto a Casa Anísio Teixeira, com parceria da Renova Energia, do projeto Cata-Vento. Após o termino do curso, reuni com alguns amigos que também participaram do curso e fundamos a Cia de Teatro Imagem e Ação, em 05 de abril de 2014 e de lá pra cá, produzimos 3 espetáculos, sendo O Tipo Brasileiro, O Reizinho Mandão e mais recentemente, Beijos, Amiga!; e algumas esquetes que apresentamos em eventos na cidade.
Conheci projeto da Mostra do Velho Chico através das redes onde, na II Mostra, grupos de Caetité tiveram a oportunidade de participar e, tal trabalho tão reconhecido, que foi lançado que a III Mostra seria realizada em nossa cidade em 2017. Assim, como grupo núcleo da Casa Anísio Teixeira, podemos ter a oportunidade de mostrar nossos trabalhos e nos ingressar na Rede, podendo assim, apresentar na III Mostra.
6 – ALGUM DOS PROJETOS EM QUE JÁ TRABALHOU SE ASSEMELHA AO PROJETO III MOSTRA DE TEATRO DO VELHO CHICO?
Não, fazíamos apenas apresentações avulsas e não havíamos tido a oportunidade de nos inscrever em algum projeto.
7 – PARA FINALIZAR, COMO VOCÊ AVALIA A PARTICIPAÇÃO DA SUA CIDADE JUNTO AO PROJETO? A PARTICIPAÇÃO DO GRUPO DE TEATRO E DEMAIS ENVOLVIDOS?
Caetité recebeu muito bem a III Mostra do Velho Chico, muito prazeroso ver as pessoas nos elogiando pelos trabalhos locais, pelas apresentações dos parceiros de outras cidades, pelo envolvimento de todos em fazer o melhor. Nosso grupo pode perceber que temos muito a evoluir em vários aspectos, pois tanto conhecimento mostrado e dividido entre vários grupos presentes, nos fez perceber que o trabalho não pode parar e que temos sempre que nos aperfeiçoar, para assim, mostrarmos um trabalho de qualidade para todos ali presentes.
O público de Caetité está de parabéns, pois em apresentações que realizávamos no espaço da Casa, não teve uma quantidade de pessoas tão grande quanto na Mostra. Assim que divulgados os espetáculos, os ingressos se esgotaram rapidamente e as apresentações sempre com um ótimo público, fazendo com que a produção se desdobrasse para arrumar mais acentos para aqueles que não conseguiram adquirir seus ingressos a tempo.
Resumindo: III Mostra de teatro do Velho Chico foi um show de Arte e diversidade de apresentações para todos os gostos, nos dando uma responsabilidade ainda maior para a IV Mostra, que será realizada em duas cidades do oeste da Bahia, Barreiras e São Desiderio.
ENTREVISTA C/ Tally Gaia da Trupe Dobradores de Arte de Caetité
Sim. Conheci quando da I Mostra que ministrei oficina em Ibotirama.
2 – COMO OCORREU O PROCESSO DE PARTICIPAÇÃO DO GRUPO DE TEATRO NESSA III MOSTRA DE TEATRO DO VELHO CHICO?
Após meu contato inicial com a Mostra em Ibotirama, organizamos junto a Rede a participação dos Dobradores na II Mostra realizada em Bom Jesus da Lapa, e em conversas anteriores a II Mostra já se planejavam ações mais consistentes em Rede. Caetité foi escolhida para sediar a III Mostra e então começamos a produzir espetáculo novo para apresentação na III Mostra, assim como a maioria dos grupos participantes da Rede e que demonstrou interesse antecipado em participar da Mostra.
3 – SOBRE UM ASPECTO GERAL, O QUE VOCÊ PODERIA NOS FALAR SOBRE O PROJETO, AS OFICINAS E O FECHAMENTO.
O Projeto da Mostra vem se tornando ao longo desses últimos anos, através da apropriação do conceito de Rede pelos grupos que a compõe, que trabalham constantemente, e mantém o teatro vivo e suas cidades e região, um ponto de confluência de qualidade técnica de espetáculos, de busca de qualificação via oficinas oferecidas e de discussões pertinentes a temática Rede, em busca do constante entendimento do como se move uma rede para que os peixes sejam pescados na sua melhor fase de crescimento.
4 – QUAL O APRENDIZADO QUE O PROJETO DEIXOU NA SUA VISÃO?
Foram diversos ‘aprendizados’ o de descobrir que a Rede está se fortalecendo gradativamente; de que a Mostra vem ganhando força, enquanto espaço de formação via oficinas e possibilidade de visualização de espetáculos de diferentes perspectivas; a percepção de que qualquer município pode sediar a Mostra; Compreender que precisamos estar atentos aos editais do governo do Estado da Bahia; Que temos que começar desde já a articulação em nossos municípios para garantirmos nosso deslocamento para a mostra de 2018.
5 – FALANDO UM POUCO SOBRE VOCÊ, ALÉM DO GRUPO DE TEATRO NA QUAL VOCÊ FAZ PARTE DA DIREÇÃO, EM 2013 A REDE DE TEATRO DO VELHO CHICO COMEÇOU AS ATIVIDADES, FALE SOBRE ESSA APROXIMAÇÃO, NOS FALE UM POUCO MAIS DOS PROJETOS NOS QUAIS TEM ATUADO E ALGUNS DOS PROJETOS NO QUAL ESTÁ ENVOLVIDO.
A aproximação com a Rede veio em 2015, quando da I Mostra. Quando ouvi da Mostra me interessei, sempre achei pelas vivências com o FESTCASA aqui em Caetité, que os espaços de festivais e mostras não-competitivas são os melhores para se criar laços teatrais coletivos, compartilhar experiências, trocar contatos é o local onde se partilham as melhores experiências. A Trupe dos Dobradores de Arte, vem há 10 anos mobilizando, se capacitando, multiplicando e criando possibilidades de ampliação do número de grupos teatrais na cidade e formando plateia de teatro em Caetité. Meu trabalho atual é com Contação de histórias, oficinas de teatro e de contação de histórias, além de montagem de espetáculos com os Dobradores de Arte e Núcleo de Teatro da Casa Anísio Teixeira.
6 – ALGUM DOS PROJETOS EM QUE JÁ TRABALHOU SE ASSEMELHA AO PROJETO III MOSTRA DE TEATRO DO VELHO CHICO?
Sim. Os festivais de Teatro realizados pela Casa Anísio Teixeira os FESTCASA I, II, O Pré-II Festcasa e Festcasa em Movimento, tinham formato similar ao da Mostra. Mas entendo que a mostra ganha quando opta para que as atividades de formação, e espetáculos não aconteçam simultaneamente. O II Festcasa mesmo teve um formato megalomaníaco, com mais de 22 espetáculos de teatro, dança e música e muitos desses os próprios artistas interessados não conseguiam assistir. Precisamos só descobrir ainda, como garantir a participação mais efetiva de todos os grupos nas oficinas e permanência dos grupos, em todos os dias de Mostra para potencializar as discussões e os intercâmbios. Talvez devamos pensar a próxima Mostra para um feriadão prolongado.
Caetité, demonstrou o quão importante é o trabalho de formiguinha de formação de plateia. Na III Mostra pudemos nos encantar com um público record em todos os dias de evento. E também os grupos de teatro locais, estiveram presentes na medida do possível, por ser em nossa cidade a Mostra, os atores que tem outras atividades, trabalhos efetivos tiveram dificuldade de participar das oficinas pois aconteciam em horário comercial. Por isso penso que um feriadão seria a melhor data para Mostra. Os Dobradores de Arte, tiveram a mesma dificuldade em participar, pois por trabalharmos quase que todos na CAT, algumas outras atividades marcadas no mesmo período, interferiram na nossa participação efetiva, além de estarmos estreando o espetáculo na Mostra e isso foi um caos, pois haviam muitas coisas inconclusas que nos deixou numa pilha para solucionar durante a oficina. Os grupos locais, exceto o Imagem e Ação que já havia estreado, passaram todos por essa mesma angústia de inconclusão dos detalhes para a estreia.
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